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Comida típica de Israel: o que vale provar durante a viagem
Publicado em 01 de setembro de 2026
Hummus, falafel, shakshuka, mercados e doces: conheça algumas das comidas mais presentes numa viagem por Israel.
Priscila MacielCultura3 min de leitura“E a comida? É boa?”
Essa é uma pergunta que aparece muito quando alguém está se preparando para viajar a Israel pela primeira vez.
A resposta curta é: sim. E ela é muito mais variada do que muita gente imagina.
A mesa israelense reúne influências de comunidades judaicas que vieram de diferentes partes do mundo e também da cozinha do Oriente Médio. O resultado não cabe facilmente numa única definição.
O que aparece muito à mesa
Azeite, tahine, grão-de-bico, verduras, tomate, pepino, ervas, pães, tâmaras, romã.
As saladas aparecem desde cedo, inclusive no café da manhã. Os pratos costumam trazer muitos vegetais, grãos e molhos à base de gergelim, limão e ervas.
Quem espera uma cozinha muito apimentada costuma se surpreender. Há pimentas e molhos fortes, claro, mas eles não definem tudo.
Hummus
Hummus é uma pasta de grão-de-bico com tahine, limão e azeite.
Em Israel, muitas vezes ele chega à mesa como prato principal, não apenas como acompanhamento.
Vem com pita e pode receber grão-de-bico inteiro, azeite, especiarias ou outros complementos.
Falafel
Falafel são bolinhos fritos, geralmente de grão-de-bico, servidos na pita com saladas, tahine e outros molhos.
É um clássico da comida de rua.
Shakshuka
Shakshuka é feita com ovos cozidos diretamente num molho de tomate e pimentão.
Costuma chegar à mesa ainda na frigideira e aparece bastante em cafés da manhã e brunches.
Shawarma
A carne assa num espeto vertical e é cortada em fatias finas na hora.
Pode vir na pita, no laffa ou no prato, acompanhada de saladas e molhos.
Sabich
Sabich é um sanduíche associado à tradição dos judeus iraquianos.
Leva berinjela frita, ovo cozido, saladas e molhos dentro da pita.
É um daqueles pratos que parecem estranhos na descrição e fazem todo sentido na primeira mordida.
E as saladas?
Tomate e pepino picados bem pequenos, azeite, limão e ervas aparecem em muitas refeições.
Para um brasileiro, talvez a maior surpresa seja encontrá-los logo pela manhã.
Para quem gosta de doce
Vale ficar de olho em halva, malabi, knafeh e, claro, nas tâmaras.
Não existe uma única sobremesa que “represente Israel”, mas há muita coisa boa para provar ao longo da viagem.
Mercados: onde a comida ganha outra graça
Em Jerusalém, o Mahane Yehuda é um daqueles lugares em que dá vontade de parar a cada poucos metros.
Tem frutas, especiarias, pães, doces, sucos, bares e pequenos restaurantes.
Na sexta-feira, o mercado muda de ritmo conforme a cidade se prepara para o Shabat. Contamos mais sobre isso em uma sexta-feira no mercado Shuk.
Em Tel Aviv, o Mercado do Carmel e o Sarona Market mostram outros lados da gastronomia da cidade.
É ali que a comida deixa de ser “um prato típico” e vira ambiente.
E a comida kosher?
Esse é outro assunto que sempre aparece.
Muitos hotéis e restaurantes seguem as regras da cashrut, o conjunto de leis alimentares judaicas.
Isso ajuda a entender, por exemplo, por que cafés da manhã podem ser muito ricos em laticínios e por que refeições com carne não misturam leite.
Se quiser entender melhor, veja o que é comida kosher.
O que provar primeiro?
Se fosse para escolher quatro coisas para uma primeira viagem, eu começaria por:
hummus, falafel, shakshuka e algum doce ou tâmara no mercado.
Depois disso, deixe espaço para experimentar o que aparecer pelo caminho.
Porque comida em viagem funciona assim: a gente pode ler a lista de pratos antes de embarcar, mas é o cheiro da pita, o copo de suco no mercado e a mesa do hotel que ficam na memória.
Essa parte da viagem também faz parte das nossas caravanas para Israel.
Um Beijo no Coração
Shalom!
Priscila Maciel
